A segunda edição do Gescon - Seminário de Gestão de Empresas Contábeis – foi um inegável sucesso, que contou com a participação de mais de 400 empresários e gestores do segmento. O evento, promovido pelo Sescon-SP e Aescon-SP, apresentou aos participantes novas ferramentas de trabalho, além de discutir estratégias de melhoria da qualidade e de aumento da competitividade para enfrentar o exigente mercado. Para quem não pôde participar do encontro, ou para aqueles que querem rever os melhores momentos do Gescon, o Sescon-SP disponibilizou os temas e apresentação no site da entidade: www.sescon.org.br.
Durante o Seminário, que aconteceu no último dia 26 de novembro, no Hotel WTC, em São Paulo, foram debatidos temas técnicos, tendências e novidades relevantes para os empresários contábeis. No auditório, surpreendia o número de jovens, tanto na platéia quanto no palco, ansiosos por conhecimento e reciclagem oferecidos através das palestras e painéis apresentados.
Os temas abordados – “Apuração de Custos e Formação de Preços”; “Transferência de Responsabilidade Profissional”; “Manuais e Procedimentos Operacionais” e “Integração de Sistemas - Cliente x Empresa Contábil”, além da palestra motivacional “SuperVocê - Descubra o Seu Poder de Superação”, magistralmente liderada por Leila Navarro – foram escolhidos cuidadosamente pela comissão organizadora do evento para superar as expectativas dos participantes, contribuindo para o crescimento pessoal e profissional dos empresários. Nesta segunda edição, o Gescon firmou-se de vez como uma grande oportunidade, sobretudo para pequenos e médios empreendedores, que puderam passar um dia inteiro trocando idéias e fazendo networking, além de conhecer os cases de outras companhias e as soluções adotadas pelas maiores e melhores empresas. “Todos que estão aqui, hoje, foram muito felizes, pois quem busca aprimoramento tem espaço garantido nesse mercado tão competitivo.
Por outro lado, aqueles que não se adaptarem à nova realidade, os maus profissionais, que não se dedicam com amor à Contabilidade, estão com os dias contados”, alertou o presidente do Sescon-SP, José Maria Chapina Alcazar, ao abrir o evento.
Apuração de Custos e Formação de Preços O primeiro painel do dia tratou de um tema delicado que preocupa empresários de todos os segmentos: a precificação de produtos e serviços. A contadora e professora da FAI (Faculdades Itapiranga – de Santa Catarina), Carmem Haab Lutte Cavalcante e a bacharel em Ciências Contábeis, Catiane da Silva, apresentaram como modelo para chegar aos custos reais uma pesquisa realizada durante um mês com dez empresas-cliente.
Diante dos dados coletados, as especialistas catarinenses puderam realizar a apuração de custos, chegando à despesa real das empresas com cada produto ou serviço, individualmente. Aos resultados obtidos, foi adicionada a base de lucro desejada pelos clientes (em média 10%), chegandose ao preço mínimo que seria possível cobrar por cada produto ou serviço sem prejuízo. O modelo apresentado serviu de sugestão para que os empresários contábeis consigam estipular seus honorários com critérios mais apurados – para cada serviço. As especialistas mostraram que as informações de custos contribuem significativamente para o controle das empresas, auxiliando os gestores na tomada de decisões estratégicas estratégicas, como por exemplo, para lucrar mais. “O estudo é uma alternativa para encontrarmos números exatos para nossos honorários, já que, segundo o CADE não podemos criar uma tabela com preços dos serviços oferecidos pelas empresas contábeis”, explicou Humberto Sérgio Batella, vice-presidente financeiro do Sescon-SP e moderador da palestra.
A professora Carmem foi ainda mais além na possível utilização do método: “Oferecer informações amplas e fidedignas é uma ótima maneira de nos diferenciar da concorrência. Assim é possível fazer projeções e simulações, blindando a empresa do cliente contra eventuais problemas”. Transferência de Responsabilidade Profissional O segundo painel do Gescon tratou de um tema de extrema importância para o segmento contábil, a necessidade de uma padronização do processo de transferência de responsabilidade técnica quando um cliente troca de empresa contábil. Foi apresentado um manual completo com sugestões práticas que prevê todas as etapas da mudança, os documentos que a empresa contábil recém-contratada precisa para iniciar os trabalhos com o novo cliente e os prazos em que a empresa anterior deve disponibilizar esses elementos, além, é claro, de temas éticos, como a importância de se informar com a empresa contábil anterior sobre o motivo da saída do cliente. “Ao fazer essa simples checagem, podemos evitar aceitar como cliente um empresário mal-intencionado, um sonegador, enfim, podemos com um ato evitar um grande problema”, alertou o coordenador geral do painel Irineu Thomé, ex-presidente do Sescon-SP e da Aescon-SP e atual conselheiro da entidade.
Pelo teor da apresentação, o painel foi um dos que mais empolgou os participantes, que fizeram dezenas de perguntas e sugestões aos coordenadores do trabalho, Alaíde da Silva Pereira Vitorino, diretora administrativa da Aescon-SP; José Vanildo Veras da Silva, diretor da Aescon-SP e Salvador Strazzeri, diretor social do Sescon-SP. Os presentes ao painel e todos os associados da entidade, poderão enviar, por e-mail, sugestões que possam aprimorar o guia, que, quando concluído, será enviado à diretoria do Sescon-SP, para apreciação e os devidos ajustes finais.
Por fim, o documento deverá ser enviado ao CFC (Conselho Federal deContabilidade) como sugestão para a criação de uma norma de conduta. Manuais de Procedimentos Operacionais É comum em uma roda de empresários contábeis surgirem reclamações sobre a desorganização dos clientes, que perdem documentos ou não os enviam às prestadoras de serviços contábeis no prazo correto. O terceiro painel do Gescon, no entanto, abordou a falta de organização das próprias empresas contábeis e a necessidade da adoção de procedimentos operacionais por parte dessas corporações.
“A perda ou o arquivamento incorreto dos papéis pode gerar, para o empresário contábil, o pagamento de multa e juros pesados em caso de perdade um simples protocolo de entrega de documento”, lembrou o coordenador do painel Márcio Teruel Tomazeli, diretor da Aescon-SP. “A falta de controle em nosso segmento pode ser letal”, completou. Através da criação e estabelecimento de manuais de procedimentos internos, é possível definir as formas como os colaboradores devem agir, em cada situação. A medida serve para reduzir os erros, otimizar os processos, melhorar o atendimento e ainda diminuir o tempo de resposta diante de pedidos de clientes por documentos.
Um manual feito especificamente para os usuários dos serviços contábeis ajuda a esclarecer quais são suas obrigações, bem como as delimitações das obrigações da prestadora de serviços. Sempre atento aos painéis, Chapina contribuiu com o debate: “Também é importante explicitar no contrato de prestação de serviços a responsável pelo pagamento da multa nos casos em que o cliente não envia os documentos pedidos ou os envia com atraso, gerando o débito”. O moderador João Edison Deméo, diretor da Aescon-SP, teve bastante trabalho ao fim da exposição do tema – realizada eximiamente por Terezinha Annéia, diretora administrativa da Aescon-SP – para encaminhar a grande quantidade de perguntas feitas pelo público aos coordenadores do painel. NOVO CENÁRIO TECNOLÓGICO EM QUE AS CORPORAÇÕES SE INSEREM: DIVERSIDADE DE SISTEMAS coexistindo nas empresas, indo de grandes pacotes comerciais a aplicações desenvolvidas sob medida por diferentes “software houses”, com diferentes tecnologias, em diferentes plataformas (mainframes, Unix, Windows etc).
INTEGRAÇÃO DAS APLICAÇÕES existentes ao invés de se tentar uma unificação de ambientes, plataformas e tecnologias, dado o alto custo, tempo e investimentos já realizados com os atuais sistemas.
CRIAÇÃO DE UMA NOVA ABORDAGEM para os sistemas de informação, onde as corporações irão comprar suas tecnologias de informação como serviços providos através da internet.
SERVIÇOS conhecidos como Web Services conectam aplicações diretamente com outras aplicações.
PREMISSA FUNDAMENTAL PARA FUNCIONAMENTO - padrão usado nas conexões aberto e independente de plataforma tecnológica ou linguagem de programação. Por fim, Adalmo Coutinho, diretor administrativo do Sescon-SP e Fernando Marangon, diretor da Aescon-SP, chegaram ao consenso de que enviar uma planilha periódica com as obrigações e pagamentos do mês ou do ano ao cliente é uma opção simples e que facilita bastante os processos da empresa contábil, podendo servir de complemento ao manual de procedimentos. Integração de Sistemas – Cliente x Empresa Contábil O quarto e último painel do dia foi o que demandou mais atenção dos presentes, pois tratou de tecnologia, um tema fundamental para os empresários contábeis, apesar de essencial às suas atividades.
O painel foi comandado pelo moderador Nilton de Araújo Faria, diretor financeiro do Sescon-SP e pelos coordenadores Sérgio Approbato Machado Júnior, vice-presidente administrativo do Sescon-SP e Valdemir Arnesi, diretor suplente do Sescon-SP e contou com a presença de José Gian Netto, advogado pós-graduado em finanças e direito tributário, diretor de negócios da Concept, empresa de outsourcing contábil, fiscal e financeiro e consultoria tributária. PRIMEIRA PESQUISA DE SALÁRIOS, BENEFÍCIOS, POLÍTICAS E PRÁTICAS DE RH Durante a segunda edição do Gescon, os presentes foram presenteados com os resultados da Primeira Pesquisa de Salários, Benefícios, Políticas e Práticas de RH. O estudo foi promovido pelo Sescon-SP e Aescon-SP através da empresa D. Luchetti RH – Consultoria em Recursos Humanos. A pesquisa foi realizada entre os meses de junho e julho de 2007, com 84 empresas participantes do Programa de Qualidade de Empresas Contábeis – PQEC. “O estudo poderá servir como guia para orientar com segurança as políticas de gestão de pessoas nas empresas do segmento contábil”, disse José Maria Chapina Alcazar, presidente do Sescon-SP. Os associados da entidade que não participaram do Gescon não precisam se preocupar, pois receberão a pesquisa em breve, via correio.
Durante o painel, os debatedores trataram das causas e problemas decorrentes da falta de comunicação entre os sistemas tecnológicos das empresas contábeis e os de seus clientes, bem como as possíveis soluções para essa questão. Outro importante ponto abordado foi a importância da escolha de um sistema contábil ideal, dentre tantos existentes no mercado, que permita o atendimento correto das atuais e futuras exigências governamentais.
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